domingo, 9 de dezembro de 2007

MEU AMIGO FLAVIO MUSA


Ao abrir o meu computador esta manhã encontrei esta mensagem de meu grande amigo de muitos anos Flavio Musa, companheiro de várias jornadas importantes na minha vida pessoal e profissional. Fiquei um tanto quanto emocionado. Por essa razão estou publicando aqui no meu blog para reparti-la com vocês.


É tempo de caça!

Quem preside, reina e cintila no mapa celeste nestas noites é a constelação de Órion, O Gigante Caçador, que atinge seu zênite à meia noite, aproximadamente na passagem do ano.

Com seus largos ombros e cinturão cingindo estreita cintura, cinturão conhecido como “As Três Marias", sua espada e clava, e precedido por seus cães onde resplandece Sirius, caça.

Tentei caçar a Mega Sena milionária, mas outro apostador acertou o alvo.

Que seja inteligente e feliz! E que nos agradeça a todos que contribuímos para engordar sua presa.

Todos caçam ou tentam, sempre, mas em especial agora, sob a influência de Órion.

Uns a saúde perdida, outros um amor, um emprego, a realização de um sonho, a aprovação na escola ou no vestibular, reencontro de entes queridos, da família ou de sua reconstrução, seu rumo, sua vida, sua razão de existir...

Órion reina justamente no período em que tantos se alegram e confraternizam sob o “Espírito de Natal”, como que tendo encontrado ou reencontrado um tesouro esquecido; e por isto mesmo sofrem muito mais as ausências, as perdas, a solidão. Época em que quase todos buscam mudanças e esperam ver seus sonhos e desejos alcançados no ano que se inicia...

Sim, o caçador espreita, sabe esperar.

Para todos os predadores, caçar é coisa inata. O resto, todos os outros humanos que não nasceram com este instinto, têm de aprender as artes, ciladas, perigos e artimanhas do ofício.

Há os que, por mais que se esforcem, jamais consigam. Nem por isso são presa fácil; apenas não são bons caçadores.

Há aqueles que, frustrados por tantos fracassos, cansados de verem aparecer, e sempre, obstáculos intransponíveis a cada quase, desistem, e se entregam, estes sim, como presas de seu próprio destino.

Caçar exige engenho e arte, muito exercício, enorme autocontrole e discernimento; exige armas adequadas e “cães de caça”, bons instrumentos para localizar e perseguir o alvo.

É emocionante e apaixonante. Na dedicação extrema ao aprendizado alguns se perdem e confundem caçar com predar. São poucos, mas causam enormes males, amedrontam a muitos, e, ao fim e ao cabo, predam a si próprios.

Sob este signo celeste deixo meus votos de que você tenha muita saúde e equilíbrio, e cace, com pertinácia e esperança, seus ideais, anseios e sonhos, e que os atinja!

Bom Natal e Feliz 2008.

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